quinta-feira, 4 de maio de 2017

Aquele momento em que o pai começa a "panicar"


Ser pai de menina não é o mesmo que ser pai de menino e isso vê-se logo nos comentários que começa a ouvir ainda a princesa não saiu da maternidade. «Vais ter de arranjar licença de porte de arma» ou «é tão linda... estás tramado quando ela crescer» são algumas das frases mais comuns. 

E o pai começa logo a sofrer por antecipação, mas vai desvalorizando porque ela ainda é tão pequenina e ainda falta tanto tempo... o problema é quando ela meio em confidencia, aos quase 4 anos, acaba por dizer que gosta do L. e que ele gosta muito de lhe dar abraços e beijinhos. 

Pânico instalado!!! O pai pensa em tudo. Onde anda a caçadeira, qual o perfil de Facebook da criança (não tem é óbvio, mas o pai nesse momento nem raciocina direito), quem são os pais, onde mora, quantos anos tem... 

E ela saí-se com um «a mãe já sabe... eu já lhe disse». Ups. O pai vira-se para a mãe (leia-se eu) e verbaliza as perguntas todas de rajada. 

Pois, realmente não é a primeira vez que ela fala do L., que é da turma do lado, ou seja, tem mais um ano do que ela e é o menino que gosta muito de lhe dar beijinhos e abraços no recreio. 

No meio disto tudo ela diz ao pai que ele tem «15 anos e que anda na Primária (!!!!)». O pai pergunta «como?» e esquece-se que é impossível ser da primária porque o infantário termina na sala dos 5 anos e que a idade é apenas uma suposição dela que na verdade também não sabe bem diferenciar o que é ter 4 anos, 15 ou mesmo 25. 

O pai acaba por dizer que quer saber quem é que ele é... e que vai "sondar" no dia seguinte. E ela desabafa um: «ó pai, eu também não sei quem ele é...» [gargalhadas da mãe]

A conversa fica mesmo por ali, não vale a pena alimentar... «São crianças» e como é bom ser criança e ter a inocência de uma criança. 

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