segunda-feira, 22 de maio de 2017

Presentes do Dia da Criança «pró menino e prá menina»


Quando o primeiro filho nasce compramos tudo a pensar nele. No nosso caso, não era tudo rosa, até porque só descobrimos que era menina por volta dos cinco meses de gestação e porque não somos assim "fanáticos" por rosa, mas houve logo muitos folhinhos, fitinhas, vestidinhos... tudo muito girly. Até as colchas, a mala das fraldas, as mantinhas, os porta-chuchas e as próprias chucas, tudo tinha um "apontamento" de Leonor na escolha. E conforme ela foi crescendo isso manteve-se, por exemplo, nos brinquedos. Havia sempre quem oferecesse uma Barbie, um bebé chorão, uma coroa de princesa, lacinhos, berços para os bonecos, bolas cor de rosa e até carrinhos para ela ir passear os "bebés" lá de casa. 

No entanto, isso mudou com o nascimento do baby Pedro. Não deixámos propriamente de comprar presentes ou de planear surpresas a pensar nela, mas começámos a olhar para cada objeto de outra perspetiva. Em vez de reforçar o lote de bonecas ou de bebés, passámos a comprar um jogo, um livro ou puzzle, já a pensar que seriam brinquedos que ele também iria usar; e até nos móveis começámos a ver tons mais neutros que permitissem, por exemplo, que a cama de transição da Leonor ou a secretária fossem mais tarde aproveitadas para o baby Pedro. 

Cá em casa, somos adeptos de tudo o que possa reduzir o consumismo desenfreado em que a nossa sociedade caiu na fase pré-crise, nem que seja para sobrar dinheiro para irmos passear os quatro. Não há nada melhor do que os momentos de qualidade a quatro e em datas como o Dia da Criança continuamos a apostar nesta máxima. 

Por isso, este ano só partilho sugestões que sejam práticas e úteis, mas que além disso ainda tenham uma vertente "reciclável" e didáctica, ou seja, «pró menino e prá menina». Escolhi a note! para fazer as compras porque além de ter preços baixos e imensas promoções, está em todo o lado e tem coisas tãooo giras para gifts. Seja uma coisa mais simples, só mesmo para assinalar uma data especial, como um caderno ou umas canetas para colorir, seja um presente mais elaborado como um álbum, uma moldura ou uma mochila para a escola. 

Para os meus príncipes escolhi uma lancheira, lápis, canetas e cadernos (que a Leonor já é uma mini artista e o Pedro está a estrear-se no mundo das artes) e uma moldura para personalizar pelos dois e para colocar o resultado das suas pinturas e desenhos. Além disso, não resisti a uma prenda extra, mais para mim do que para eles: um álbum para "imortalizar" os nossos momentos em família.








quarta-feira, 17 de maio de 2017

Aquele momento em que queres fazer dieta mas nem tempo tens para marcar a nutricionista


Muito me têm perguntado pela dieta, sobretudo porque ultimamente tenho tido alguns "devaneios" alimentares, mas também porque há quem note os resultados ;)

Fazendo o ponto de situação: tenho tido tão pouco tempo que nem a nutricionista tenho conseguido remarcar depois de ter cancelado a última consulta por causa do trabalho (novo)... e confesso que até tenho andado com medo de me colocar em cima de uma balança. 

A ajudar (ou não), a balança lá de casa está sem pilhas, o que tem adiado ainda mais a confirmação se o meu regime alimentar está a resultar. E a piorar, o ginásio não me vê há duas semanas...

Hoje, ganhei coragem. E depois de um jantar no novo Olivier da Avenida, mas a caminho do Celeiro para me redimir, lá parei na Farmácia. Os santinhos devem estar do meu lado e ora que pelo menos não aumentei, e felizmente até perdi. 

Cheguei oficialmente aos 74kg, ou seja, menos 4kg em dois meses e menos um número de calças e umas quantas camisas que pude voltar a vestir!!!

Agora tenho de conseguir arranjar dia e hora na agenda para a consulta da Dieta Emagril, se não acho que vou receber um raspanete ahahah

terça-feira, 16 de maio de 2017

Porque será que os médicos acham sempre que não devíamos ter ido às urgências? [mas depois mudam de ideias]


Sou só eu que tenho a sensação que quando chego às urgências com os meus príncipes os médicos têm uma postura de "se calhar não devia ter vindo" é que "ainda não tem 3 dias de febre", "não parece estar com falta de ar", "vai apanhar outras doenças na sala de espera e nem parece estar doente" ou "a medicação ainda não está a fazer efeito"...

Às vezes apetece-me perguntar-lhes se acham que eu tenho um gosto particular em ir às urgências só porque sim. Como se não tivesse mais nada para fazer e precisasse de ocupar o final de tarde ou a madrugada com um programinha "especial" nas urgências do hospital com os miúdos atrás.

E o pior é que em 99% das vezes, acabam por me dar razão. Depois do resultado do raio-x, das análises ou da auscultação, olham para mim e dizem um "afinal está com falta de ar" ou "tem uma otite, bronquite e amigdalite" ou mesmo um simples "ahhh está com uma pneumonia" ou com mononucleose ou com escarlatina. E olhem que todos estes exemplos já me aconteceram.

No caso da Leonor, era raro escarlatina com menos de 2 anos por isso não devia ser, ainda por cima ela "vendia saúde" - palavras da médica -, mas a verdade é que a febre não passava. Lá fizeram a análise e não é que era mesmo escarlatina... "mas é super raro" defendia-se a médica. 

Mais tarde foi a pneumonia... em pleno pico de gripes e constipações, com as urgências apinhadas de gente, e a médica a dizer-me que não os devia ter levado só porque estava com febre desde o dia anterior. Tentei explicar que o ben-u-ron não lhe baixava a febre mais do que os 38ºC e que tinha chegado aos 39,5ºC 3 horas depois de tomar a medicação. Assim que a auscultaram mandaram-na para o raio-x... resultado: pneumonia.

Já no caso do baby Pedro foi a mononucleose aos oito meses. Garantiam-me que não era nada, mas ele só chorava e vivia grudado no meu colo, dia e noite. E mais estranho: não queria comer, logo ele que não consegue ver comida sem pedir. Depois de duas idas às urgências, acederam em fazer análises e afinal era mesmo mononucleose. 

Esta semana foi igual... depois de uma pulseira verde, mesmo estando com falta de ar, foi-lhe diagnosticada uma bronquiolite e passou três dias em casa a fazer aerossóis. De repente piorou, a febre voltou e a falta de apetite também... cheguei ao hospital e a reação foi: "é normal estes picos de febre, também ainda só fez três dias de Ventilan... bla bla bla"... insisti que não era normal piorar, pois devia estar a melhorar, não? A médica acabou por aceder em mandar fazer raio-x quando percebeu que ele estava com algumas secreções e já depois de ter diagnosticado que afinal também tinha uma otite... No final, a postura mudou, já se ria para criar empatia com o baby Pedro e acabou por lhe passar antibiótico para a otite e admitiu que ele tinha algumas secreções nos pulmões. No entanto, não precisava de me preocupar, porque o antibiótico que ele ia fazer também dava para a pneumonia... e afinal ele nem tinha nada...

Eu até entendo que haja pais demasiado alarmistas - ou não fossem os filhos deles e não fosse o seu "papel" esse mesmo, o de se preocuparem com o seu bem-estar - e que haja muitos casos que não precisavam de ir para as urgências e que não é fácil trabalhar por turnos e horas a fio, mas também acho que é importante os médicos mudarem um pouco a sua postura. 

Às vezes, acontece-me estar sentada em frente à médica, com poucas horas de sono, ou nenhumas, cansada, exausta, com o baby a chorar sem parar e ela a fazer perguntas com um tom que quase que parece que estamos num exame oral em que o professor está a tentar apanhar-nos desprevenidos para nos dizer que agimos mal. E não há pior sensação do que aquela de ter um médico a julgar-nos enquanto pais e até enquanto pessoas. E quantas vezes as perguntas parecem rasteiras e quantas vezes não nos questionam "mas há quanto tempo tomou o ben-u-ron? Há meia hora ou há 40 minutos? E começou assim quando? Há dois dias ou há 30 e poucas horas?" E o nosso cérebro parece que dá um nó... às vezes nem sabemos como saímos de casa vestidas quanto mais se foi há 10 ou há 15 minutos, se a febre era mesmo 38º ou 38,2º, se lhe pusemos soro 4 vezes no dia anterior ou 3...

segunda-feira, 15 de maio de 2017

A pastelaria pode ser gluten & sugar free, sem deixar de ter sabor


Nem sempre é fácil estar de dieta e ter de comer fora de casa... e encontrar comida saudável para os nossos príncipes na rua é outro filme. 

Por isso, quando recebi o convite para conhecer a Despensa N.6 fiquei entusiasmada com o seu conceito de pastelaria saudável [nunca imaginei dizer estas duas palavras juntas, é que normalmente tudo o que é pastelaria é sinónimo de muito açúcar e calorias em excesso]. 




O novo espaço é uma espécie de resposta às minhas preces: gluten free, sem açúcares nem óleos refinados e onde todas as matérias-primas são de origem biológica e não há ingredientes geneticamente modificados. 

A juntar a tudo isso, é um espaço super agradável onde também dá para comprar granola a peso e com imensa variedade e não podia ser mais central: fica mesmo ao pé da estação da CP de Roma-Areeiro, ao lado de uma das avenidas mais emblemáticas da capital, a Avenida de Roma.  





quarta-feira, 10 de maio de 2017

Um filho faz tremer a relação ou fortalece-a?


Ter um filho é dos momentos mais especiais na vida de qualquer pai e mãe. E isso é indiscutível. 

Mas qual é o peso da chegada de um novo elemento à relação dos pais enquanto casal? 

A alteração de rotinas, as noites em branco, a mudança da casa e o novo estado de desorganização constante nem sempre têm um impacto positivo na vida dos recém-papás. 

Deixa de haver tempo para namorar, ou se há é menos do que o habitual; no sofá onde outrora estavam os nossos casacos e as almofadas estrategicamente organizadas passam a haver fraldas, cremes e mantinhas; na casa de banho "nascem" novos elementos, desde a banheirinha até ao shampoo, gel de banho e cremes para tudo e mais alguma coisa; na cama do casal por vezes surge um espaço extra no meio que é ocupado pelo mais recente membro da família, sobretudo nas noites das cólicas ou das otites e constipações; o jantar nem sempre é tranquilo a ver TV ou a falar sobre o dia de trabalho, é muitas vezes a correr para aproveitar os 5 minutos que o baby está a dormir ou então é por turnos, enquanto o pai brinca com o bebé, a mãe come numa só garfada o arroz de pato... isto se tiver havido tempo para um prato tão elaborado, às vezes é mesmo só uma sandes ou um hambúrguer que o pai trouxe de um qualquer fast-food; e as manhãs do fim de semana já não são na ronha na cama ou a fazer zapping no sofá da sala, é que além de acordarmos de madrugada com o baby a chorar e a querer atenção, muitas vezes a manhã de sábado acaba por ser para comprar fraldas, leite em pó, toalhitas e toda a lista de essenciais que estão quase a acabar, aliás, como sempre, estas coisas parece que voam, estamos sempre com a sensação que comprámos fraldas no dia anterior, mas nunca há suficientes.

E a gestão das despesas também muda. Quando chega o dia do subsídio de férias este já não vai para aquela viagem às Maldivas ou para uma qualquer ilha de sonho, vai direitinho para cobrir o VISA que andámos a gastar nos últimos meses ou para guardar, sim porque pode haver uma despesa não orçamentada e completamente imprevista e agora "somos pais e temos uma vida extra em que pensar". E no dia a dia, a coisa não muda, andamos sempre a fazer contas porque há aquele babygrow que já não serve e temos de comprar mais; porque ele já não bebe leite materno e precisa de leite especial porque é intolerante à lactose; porque há o pediatra, o xarope para tosse, os supositórios, as vacinas extra ao programa nacional de vacinação e toda a uma lista interminável de novas despesas que acrescem às que já tínhamos. E por vezes até há que mudar a lista é que já não dá para ir jantar fora duas vezes por semana, uma ao cinema, aquele vestido de 200 euros ou aquele iPhone que acabou de ser lançado...

E na relação do casal tudo isto pesa. As noites em claro e o cansaço acumulado noite após noite, a falta de tempo para falar sobre algo que não seja o baby e a falta de dinheiro para programas de lazer extra e até as horas a mais no trabalho para ganhar mais ou o part-time que aceitámos para ser mais um "salário" para equilibrar as contas. 

Às vezes é difícil ver a luz no fundo do tunel e há até pais que se "arrependem" de ter sido pais naquela altura e que pensam que deviam ter adiado. Nem sempre o cansaço permite ver o bom da maternidade e da paternidade, mas garanto-vos uma coisa, quando chega ao final do dia e chegam exaustos do trabalho e olham para os vossos príncipes é impossível não pensar que essa é mesmo a melhor parte do dia. 

Quanto à relação, há momentos críticos que fazem tremer muitas relações, se assim não fosse não estávamos constantemente a ouvir coisas do género "tiveram um filho e agora é que se estão a separar?!". Só quem passa é que entende o difícil que é gerir tudo. Mas acredito que depois da tempestade vem a bonança e o que é certo é que depois dos primeiros meses críticos, o casal reajusta-se, habitua-se, adapta-se e arranja estratégias e estratagemas que permitam "fugir" um bocadinho à rotina, surpreender a cara metade e ainda dormir nem que seja por turnos alternados entre a mãe e o pai.

No final, se a relação sobreviver, é impossível que não esteja mais forte e até mais cúmplice. 

sexta-feira, 5 de maio de 2017

A saga continua... pai a "panicar" II


Ao que tudo indica a princesa não namora com o L. («Uffaa!!!» - pensa o pai)

Mas na verdade ela acaba por me confessar ao ouvido que o L. não é seu namorado porque quando a mãe o vai buscar ao colégio, ele não lhe dá um abraço e um beijo... aquilo parte-me o coração, mas não digo ao pai o teor da conversa porque é uma espécie de "segredo" nosso. No entanto, ele continua curioso e volta a questioná-la se namoram...

E a resposta não podia ser mais politicamente correta. As meninas realmente aprendem rápido a dar a volta aos pais e diz-lhe: «Papá, eu não namoro com o L. porque ainda não tenho idade para namorar...»

O pai relaxa, fica mais tranquilo, mas em tom de brincadeira acaba por dizer que tem de treinar a pontaria [ahahaha]. 

A princesa muda de assunto, diz que afinal namora com o mano Pedro, assim como o pai namora com a mãe. Rimo-nos e conseguimos acabar o jantar sem voltar ao tema. 

Mas eu confesso que estou curiosa, queria perceber quem é o "famoso" L. 

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Aquele momento em que o pai começa a "panicar"


Ser pai de menina não é o mesmo que ser pai de menino e isso vê-se logo nos comentários que começa a ouvir ainda a princesa não saiu da maternidade. «Vais ter de arranjar licença de porte de arma» ou «é tão linda... estás tramado quando ela crescer» são algumas das frases mais comuns. 

E o pai começa logo a sofrer por antecipação, mas vai desvalorizando porque ela ainda é tão pequenina e ainda falta tanto tempo... o problema é quando ela meio em confidencia, aos quase 4 anos, acaba por dizer que gosta do L. e que ele gosta muito de lhe dar abraços e beijinhos. 

Pânico instalado!!! O pai pensa em tudo. Onde anda a caçadeira, qual o perfil de Facebook da criança (não tem é óbvio, mas o pai nesse momento nem raciocina direito), quem são os pais, onde mora, quantos anos tem... 

E ela saí-se com um «a mãe já sabe... eu já lhe disse». Ups. O pai vira-se para a mãe (leia-se eu) e verbaliza as perguntas todas de rajada. 

Pois, realmente não é a primeira vez que ela fala do L., que é da turma do lado, ou seja, tem mais um ano do que ela e é o menino que gosta muito de lhe dar beijinhos e abraços no recreio. 

No meio disto tudo ela diz ao pai que ele tem «15 anos e que anda na Primária (!!!!)». O pai pergunta «como?» e esquece-se que é impossível ser da primária porque o infantário termina na sala dos 5 anos e que a idade é apenas uma suposição dela que na verdade também não sabe bem diferenciar o que é ter 4 anos, 15 ou mesmo 25. 

O pai acaba por dizer que quer saber quem é que ele é... e que vai "sondar" no dia seguinte. E ela desabafa um: «ó pai, eu também não sei quem ele é...» [gargalhadas da mãe]

A conversa fica mesmo por ali, não vale a pena alimentar... «São crianças» e como é bom ser criança e ter a inocência de uma criança.